Olá, somos alunos da Escola Secundária de Penafiel e decidimos no âmbito da disciplina de Área de Projecto criar este blogue sobre o Bullying. Escolhemos este tema porque é um fenómeno recente na nossa sociedade, pelo que ainda pouco aprofundado. Consideramos tratar-se de um problema que merece a atenção e envolvimento de todos, de forma a combater este problema, pois todos devem estar alerta, pois o bullying é um problema grave à escala mundial, que pode levar por exemplo à depressão, à perda de auto-estima e, em última instância, ao suicídio, conhecido por “bullycide” e assim perante estas consequências encontrar um modo de resposta a uma variedade de factores externos pertencentes ao mundo da vítima.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Como prevenir o problema na escola!



Para evitar o bullying, as escolas devem investir em prevenção e estimular a discussão aberta com todos os actores da cena escolar, incluindo pais e alunos.
Deste modo deve-se:

- Observar com atenção o comportamento dos alunos, dentro e fora de sala de aula, e perceber se há quedas bruscas individuais no rendimento escolar.
- Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças através de conversas.
- Desenvolver dentro de sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos.
- Quando um estudante reclamar ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direcção da escola.

Como identificar vítima e agressor!

A vitima geralmente apresenta as seguintes características:
- baixo auto-estima;
- ansiedade;
- abandono dos estudos.

O bullying sendo uma prática de exclusão social tem como principais alvos pessoas mais retraídas, inseguras. Essas características acabam fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, elas se sentem desamparadas e encontram dificuldades de aceitação.
A nível físico, as vítimas desse tipo de agressão apresentam particularidades, como problemas com obesidade, estatura, deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos, mas também pode acontecer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas.

Os agressores:
Os agressores são geralmente os líderes da turma, os mais populares – aqueles que gostam de colocar apelidos nos mais frágeis. Assim como a vítima, ele também precisa de ajuda psicológica.

Perguntas mais frequentes

Como sei que o meu filho está a ser vítima de maus-tratos psicológicos?
Sempre que notar alterações no humor do seu filho, abatimento físico e psicológico, sem paciência para nada, mais alheado da família do que de costume, mais introspectivo, com piores resultados na escola, com queixas físicas permanentes (dor de cabeça, de estômago, fadiga), irritabilidade extrema, inércia. Se bem que muitos destes sintomas possam ser confundidos com a adolescência, é necessária uma atenção redobrada…


O que os pais devem fazer?
Incentivar o filho a falar, ir à escola e buscar uma solução que envolva toda a comunidade escolar. É lógico que isso só será possível se a escola tiver como lema a não aceitação do bullying. É bom lembrar que o bullying ocorre em todas as escolas. Diz-se que a escola que afirma que lá não ocorre o bullying é provavelmente aquela onde há mais situações de bullying, porque nada fazem para prevenir e reprimir. 


O bullying é um fenómeno que só ocorre nas escolas?
Não. O bullying ocorre também, por exemplo no ambiente de trabalho (workplace bullying, ou assédio moral, como vem sendo chamado no Brasil). Esta situação é frequente e tem gerado pedidos milionários de indemnizações em muitos países. Ocorre também através da Internet, cada vez com mais frequência (cyber bullying) ou através do telemóvel (mobile bullying). Já há no mundo inteiro muitos trabalhos e pesquisas a respeito do bullying.

O bullying é um fenômeno moderno?
Não, mas apenas agora vem sendo reconhecido como causador de danos e merecedor de medidas especiais para sua prevenção e enfrentamento.

Que tipo de danos pode causar o bullying?
A vítima pode apresentar baixa auto-estima, dificuldade de relacionamento social e no desenvolvimento escolar, fobia escolar, tristeza, depressão, podendo chegar ao suicídio e a actos de violência extrema contra a escola. Já os autores podem se considerar realizados e reconhecidos pelos seus colegas pelos actos de violência e poderão levar para a vida adulta o comportamento agressivo e violento. As testemunhas silenciosas também sofrem, pela sua omissão e falta de coleguismo. Muitos sentem-se culpados por toda a vida.

Como suspeitar que uma criança está sofrendo bullying na escola?
Rejeitar a escola, pedir para mudar de sala de aula, queda no rendimento escolar, passar a apresentar sinais de somatizações (diarreia, vómitos, dores abdominais, asma, insónia e pesadelos), e problemas emocionais (como tristeza, depressão) ou sociais (como isolamento e não participação em actividades de grupo). Os pais devem estar sempre atentos para a possibilidade do seu filho estar a sofrer bullying. Acompanhar a socialização  da criança é tão, ou mais, importante quanto tomar conhecimento do seu aproveitamento escolar. Uma boa dica é convidar para irem à sua casa os colegas da escola.

O que fazer para combater o bullying?
O primeiro passo é o reconhecimento pela sociedade, pelos pais e sobretudo pelas escolas de que o bullying existe, é danoso e não pode ser admitido. À escola cabe a responsabilidade maior de envolver todos seus para prevenir e reprimir.

Os actos de violência praticados por adolescentes têm alguma relação com o bullying?
Não directamente. Contudo o comportamento agressivo de adolescentes tem sua origem na infância. Modelos agressivos de solução de conflitos ou problemas, são muitas vezes passados aos filhos pelos próprios pais. Valores como direitos iguais, cidadania, respeito ao próximo, frequentemente não são observados dentro da família. Adolescentes que sofreram violência na família, ou presenciaram actos de violência entre os pais, podem ter condutas agressivas na escola e na vida adulta. 

terça-feira, 16 de novembro de 2010


Afinal o que é o bullying?

Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.  O agressor é normalmente uma pessoa com uma baixa resistência à frustração e com dificuldades a nível da socialização. A vitima, por sua vez, tende a ser uma pessoa introvertida, com baixa auto-estima, que não reage nem se queixa. Os adolescentes e crianças vêem a violência como estratégia para se afirmarem perante si próprios e perante os outros. O bullying pode ser visto como uma discriminação, um exemplo disso mesmo é quando alguém nos diz que nosso cabelo está estragado e nós corremos de imediato para o espelho mais rápido para o compor, isto se repetindo mais que uma vez, dia após dia a pessoa sente-se culpada por ter ou por não ter algo, chegando a ficar numa situação bastante insuportável, levando ao seu desanimo, e diminuição da sua auto-estima.
 Por outro lado, o bullying aparece muitas vezes escondido porque tende, por um lado, a ocorrer em locais afastados da vigilância de adultos e, por outro lado, a ser confundido com brincadeiras de miúdos. Claro que o conflito está presente no dia-a-dia do jovens mas quando este passa para uma agressividade repetida, algo de errado se passa.  Em geral as vitimas sofrem represálias por parte dos seus colegas não só por características físicas mas também intelectuais, que tanto pode acontecer dentro ou fora da escola. Infelizmente ainda se pergunta: “brincadeiras próprias da idade?” Absolutamente que não, são actos agressivos, intencionais e repetitivos que ocorrem sem motivação evidente. Pode-se afirmar, através de estudos mundiais que, de 5% a 35% dos alunos estão envolvidos nesse tipo de comportamento.

Tipos de bullying



 Os bullies para confrontar a vitima usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação.
Abaixo estão referidos algumas formas de bullying:
  • Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
  • Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
  • Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-o.
  • Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
  • Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
  • Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
  • Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
  • Isolamento social da vítima.
  • Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).
  • Chantagem.
  • Expressões ameaçadoras.
  • Grafitagem depreciativa.
  • Fazer que a vitima passe vergonha na frente de varias pessoa.

Como a família pode ajudar!

Seja o filho vítima de bullying ou o próprio agressor os pais devem estar alertas para o problema, pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.
Os pais devem:
 

  • Mostrarem-se sempre abertos a ouvir e a conversar com seus filhos. 
  • Ficarem atentos às bruscas mudanças de comportamento.
  • É importante que as crianças e os jovens se sintam confiantes e seguros de que podem trazer esse tipo de denúncia para o ambiente doméstico e que não serão pressionados, julgados ou criticados.
  • Comentar o que é o bullying e os orientar que esse tipo de situação não é normal. Ensina-los como identificar os casos e que devem procurar sua ajuda e dos professores nesse tipo de situação. 
  • Se precisarem de ajuda, entrarem imediatamente em contacto com a direcção da escola e procurar profissionais ou instituições especializadas.